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quinta-feira, 19 de maio de 2011

Imperdível: documentário fala sobre a identidade da moda brasileira, na TV Cultura

Pessoal, hoje vai ao ar a primeira parte do documentário "História da Moda no Brasil", na TV Cultura. Está imperdível! E, é claro, Zuzu Angel não poderia deixar de ser citada! Vejam...

Por ELISANGELA ROXO
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

Um babado de renda não é apenas um pedaço de tecido, reflete a jornalista Regina Guerreiro na primeira parte do documentário "História da Moda no Brasil", que será exibida hoje na Cultura. Há muito sobre a identidade de quem veste e da história do país na escolha das roupas que os brasileiros desenham, costuram, comercializam e usam. "Roubamos a tanga do índio, mas a difundimos mundialmente", ela diz sobre o sucesso do biquíni brasileiro, como referência global de moda. Esse é o tipo de reflexão proposta em depoimentos de estilistas, antropólogos e ícones fashion, como Elke Maravilha.
Ela conta sobre sua relação de modelo e amiga da estilista Zuzu Angel (1921-1976), uma das formadoras do atual produção contemporânea brasileira, junto a Dener Pamplona de Abreu (1937-1978). Clodovil Hernandes (1937-2009) também aparece, ao lado de Ronaldo Fraga, Lino Villaventura, Jum Nakao e Tufi Duek.

Elke Maravilha vestindo Zuzu Angel, na década de 70


História da Moda no Brasil
Primeira parte do documentário
QUANDO: hoje, às 23h45, na TV Cultura
CLASSIFICAÇÃO livre

A segunda parte do documentário vai ao ar na próxima quinta-feira, no mesmo horário.


segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Ronaldo Fraga desenvolve coleção para Tok&Stok

(Via Hildegard Angel)

Não é de hoje que estilistas renomados desenvolvem coleções em parceria com lojas de decoração e móveis. A Tok&Stok já lançou linhas assinadas por Alexandre Herchcovitch e Amir Slama. Agora é a vez de Ronaldo Fraga, que escolheu as estampas mais emblemáticas de sua carreira e as estampou em 7 linhas exclusivas para a rede de lojas, incluindo mesa, cama e banho. Para ademir Bueno, gerente de apoio técnico, design e tendências da Tok&Stok, o intuito da parceria é transportar a moda para a casa, dando aos produtos domésticos um novo olhar.

As estampas são fofíssimas e refletem o trabalho super original, lúdico e calcado na cultura brasileira, características fortes de Ronaldo.

Destaque para as estampas “Chuva” e “Céu de Pássaros”, que fizeram parte de sua famosa coleção “Quem Matou Zuzu Angel” (verão 2002) inspirada na vida e obra de Zuzu Angel. Os pássaros eram elementos muito usados nas roupas da estilista e, neste caso, representam andorinhas vistas nas varandas das casas do interior brasileiro, definindo o que chamamos de moda regional ou folk. Já a estampa de chuva traz o desenho de nuvens de azulejo com lágrimas de sangue, representando a dor de Zuzu pela perda do filho, Stuart Angel, na época da ditadura.

Estampa "Céu de Pássaros"



Estampa "Chuva"


Mais alguns produtos e estampas bacanas para vocês:


"Valsa" - bailarinas vistas de cima dançando, inspiradas no universo da coreógrafa Pina Bausch


"Biscoitos" - a estampa divertida de biscoitos, feita para a coleção de moda infantil de Ronaldo, aperece em xícaras, copos e pratos. Obs: Ludivico e Graciliano, nomes dos filhos de Fraga, aparecem estampados em meio a diversos nomes brasileiros

"Dia de Festa" - também desenvolvida em coleções passadas para os pequeninos, a estampa recria o lado lúdico da infância representado por docinhos de festa.

Fotos: Divulgação

sábado, 25 de setembro de 2010

Seminário Nacional da Moda

Entre os dias 26 e 29 de setembro, ocorre em Salvador, na Bahia, o I Seminário Nacional de Cultura da Moda, promovido pelo Ministério da Cultura.

Este seminário é um marco na história, pois pretende reconhecer a Moda, finalmente, como uma expressão artística de valor para a cultura brasileira e a partir disso, traçar metas para o desenvolvimento e crescimento do setor. Para promover os debates e discussões, estarão presentes 150 representantes da cadeia produtiva da Moda, tais como: criadores, empresários, instituições de ensino e membros do atual GT da Moda, além de entidades governamentais.

O Instituto Zuzu Angel será representado por sua presidente de honra Hildegard Angel e pela vice-presidente Celina de Farias. Outros nomes de peso que irão participar das discussões: Paulo Borges, Ronaldo Fraga, Oskar Metsavaht, Alexandre Herchcovitch, Robert Guimarães, Walter Rodrigues, Jum Nakao, etc. A abertura do seminário ainda contará com a presença do Ministro da Cultura Juca Ferreira.

Além de discutir sobre o Plano Cultural da Moda, que pretende valorizar a criação, a inovação e o patrimônio cultural da Moda brasileira, os 150 delegados presentes ainda irão eleger 15 representantes para o Colegiado Setorial de Moda, que está inserido no Conselho Nacional de Política Cultural (CNPC). Este órgão colegiado, que pertence ao Ministério da Cultura, terá uma importante função para o setor de Moda: formular políticas públicas para fomentar o desenvolvimento e crescimento do setor a nível nacional!
Ao ser reconhecida como expressão cultural pelo Ministério da Cultura, a Moda passará a receber incentivos culturais, financiados pelo Governo, assim como já ocorre com o Cinema e a Música, por exemplo.

Este seminário será importantíssimo e o Instituto Zuzu Angel, sem dúvidas, estará muito bem representado!

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

I Fórum de Moda e Cultura na Cidade do Rio de Janeiro

No I Fórum de Moda e Cultura na Cidade do Rio de Janeiro, que ocorreu na última sexta-feira, dia 3 de setembro, na Câmara Municipal do Rio, discutiu-se o valor da moda para a cultura e a indústria, visando com que o setor, um dos que mais emprega no Brasil e gera o quarto maior PIB do país, no futuro possa ser definitivamente reconhecido e valorizado, recebendo incentivos do governo para seu crescimento e aperfeiçoamento tecnológico e profissionalizante.

Na primeira mesa do fórum, onde foi discutida a Identidade Cultural e a Moda na Atualidade, estavam presentes Celina de Farias, vice-presidente do Instituto Zuzu Angel e coordenadora do curso de Design de Moda IZA/Estácio; Lucia Rebello, professora do curso de Design de Moda IZA/Estácio e membro do conselho do IZA, representando Hildegard Angel, que infelizmente não pôde comparecer, por motivos pessoais; Fátima Negrann, realizadora do evento; Gabriela Leite, coordenadora da Daspu; e Paulo Messina, vereador que presidiu a mesa.

Dentro do tema Identidade Cultural e a Moda na Atualidade foram discutidos o Selo de Qualidade da Moda Brasileira, o Fundo da Moda e as Instituições de Ensino.


Celina de Farias e Lucia Rebello

Nossa vice-presidente, Celina de Farias, ressaltou que eventos como esse provam para a sociedade a importância da moda. Em seu discurso, Celina apoiou a existência de um produto nacional que tenha um selo de qualidade. Isto é, com a globalização e consequente massificação de tendências, o consumidor tem diversas opções de escolha na hora da compra e obviamente ele irá escolher aquilo que atenda às suas necessidades, sejam relacionadas a valores financeiros, sejam relacionadas a questões de gosto, design e qualidade. Mas com o tempo, o consumidor tem se tornado cada vez mais consciente e exigente, comprometido com o mundo em que vive. Devido a isso, surge a necessidade de um selo de qualidade da moda nacional.

“O selo de qualidade é a forma dada, sobre representação gráfica da certificação conferida, àqueles que inscreverem os seus projetos a avaliação de qualidade a ser conferida por especialistas no campo especifico ao qual se destina – no caso, ao produto de moda”

No entanto, o Brasil ainda está distante de um selo de qualidade que tenha uma identidade própria, nacional, com foco em moda. E para alcançarmos esse objetivo, é necessário capacitar nossos profissionais, ressaltando que nesta formação haja o comprometimento com a qualidade e a valorização da cultura brasileira. Além de capacitar profissionais na área, deve-se investir em tecnologia no setor. A tradição também deve unir-se à tecnologia para que possam crescer juntas. Mas este crescimento deve estar aliado à sustentabilidade e ao consumo consciente.

Gabriela Leite, da Daspu, ressaltou que na cidade do Rio de Janeiro quase não existem instituições que apóiem cooperativas de moda. A coordenadora da Daspu disse que penou muito para encontrar apoio para sua cooperativa e é a favor de que haja mais parcerias com universidades para que estas dêem apoio técnico e de ensino a artesãos e costureiros, assim como o Instituto Zuzu Angel o fez.

Lucia Rebello, professora do curso de Design de Moda do Instituto Zuzu Angel/Estácio, disse que só quando conseguirmos unir a diversidade da moda brasileira, sem preconceitos, é que chegaremos a algum lugar. Ressaltou que o campo de ensino e pesquisa no Rio de Janeiro não dispõe de verbas o suficiente, pois o ensino de moda é algo muito recente. É necessário que haja apoio para que cursos e faculdades possam crescer e evoluir.

Lucia ainda leu o texto que Hildegard Angel, presidente do Instituto Zuzu Angel, escreveu para o evento. O texto lembra que a identidade da moda brasileira já estava presente desde a década de 70 nas criações de sua mãe, Zuzu Angel. Hildegard disse que deve haver investimentos em novos talentos da moda nacional e que é a favor da existência de um fundo nacional da moda que possa subsidiar as necessidades desta. A moda brasileira e a moda carioca devem ser apoiadas, valorizando todo o hibridismo cultural que as compõe. Deve haver uma continua busca pela identidade da moda brasileira, por sua profissionalização e crescimento.

Fátima Negrann, organizadora do Fórum, disse que este evento é a grande oportunidade de dar um salto na indústria da moda e no seu fortalecimento como setor cultural.

Afonso Luz, representante do Ministério da Cultura, fez um discurso magnífico onde ressaltou que o Artesanato, a Moda, o Design, a Arquitetura e a Cultura Digital devem ser reconhecidos como setores importantes, estando presentes em uma agenda cultural prioritária para o desenvolvimento da cidade do Rio de Janeiro. Citou que o Ministério da Cultura lançou uma nova versão do Fundo Nacional da Moda que está para ser aprovada junto com a reforma da Lei Rouanet . Afonso disse ainda que as classes c e d estão emergindo e consequentemente podem consumir mais, portanto é necessário repensar a democratização da moda. Citou a marca Havaianas como um bom exemplo dessa democratização: “Design brasileiro e simples que conquistou o mundo todo”. O secretário do MINC disse que daqui há 20 anos, por conta dos altos índices de densidade demográfica, a população jovem brasileira estará em plena atividade, consumindo e criando. Por isso, deve haver investimentos na área da moda desde já. É preciso reinventar as instituições de moda e profissionalizar o setor. O Brasil é que deverá exportar talentos e não precisar comprar talentos de fora. Mas para isso é necessário capacitar e investir em nossos talentos. A Copa do Mundo e as Olimpiadas que ocorrerão aqui são uma ótima oportunidade para “linkar” a Moda e a Cultura brasileira, mostrá-las para o mundo.

Afonso Luz

O vereador Paulo Messina ressaltou que o Rio de Janeiro não é uma cidade industrial, como muitos vem tentando transformá-la de tempos para cá. O Rio de Janeiro é uma cidade CULTURAL. E nada melhor do que investir na cultura e transformar nossa cidade por meio dela.

Luíz Fortunato, dono da marca Maison Fortunato e organizador do evento, disse: “Assim como a cultura está na moda. Chegou a hora da moda ser reconhecida como cultura.”

Nós, do Instituto Zuzu Angel fazemos destas as nossas palavras e esperamos que eventos como esse possam contribuir a longo prazo para o crescimento do setor de moda e o reconhecimento deste na socieda brasileira.