sábado, 4 de fevereiro de 2017

Otto Stupakoff, o precursor da Fotografia de Moda no Brasil

Apaixonados por Fotografia e História da Moda não podem deixar de conferir a exposição “Otto Stupakoff: beleza e inquietude”, no Instituto Moreira Salles do Rio. A mostra, com curadoria de Bob Wolfenson e Sergio Burgi, apresenta uma retrospectiva da carreira de Otto, um dos maiores fotógrafos do Brasil. São cerca de 300 fotos que abordam registros de viagens, família, campanhas publicitárias e ensaios para revistas.

Otto Stupakoff

Otto foi um dos precursores da Fotografia de Moda no Brasil, realizando o primeiro editorial de Moda que se tem notícia em nossa história, em 1958. A Fotografia de Moda nacional se desenvolveu associada à atuação da Indústria Têxtil no país. Não à toa Otto fotografou campanhas icônicas para a Rhodia, como o encarte publicitário que circulou junto à revista Manchete intitulado “A personalidade da moda para o inverno de 1961”, onde retrata nomes ilustres como Oscar Niemeyer, Tom Jobim, Dener e Jorge Amado ao lado das principais modelos da época.

Oscar Niemeyer fotografado por Otto para campanha da Rhodia, em 1961
Campanha para Rhodia

O fotógrafo também clicou diversos editoriais para revistas nacionais como O Cruzeiro, Cláudia e Jóia. Fora do Brasil, ele obteve bastante êxito, fotografando para publicações como Harper’s Bazaar, Glamour e Vogue Paris, editoriais com criações de Saint Laurent, Dior, Givenchy e Ungaro, além de clicar personalidades da época como a magnífica atriz Sharon Tate, a princesa Grace Kelly e o escritor Truman Capote.
Editorial para Vogue Paris
Sharon Tate para Harper's Bazaar, 1967

segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

As luvas azuis de Melania

Via HildegardAngel

Guia prático e ilustrado para bem se enluvar...

As luvas, desde a posse de Donald Trump na última sexta-feira, caíram na boca do povo da moda, de quem gosta de moda, de quem entende e de quem não entende dela. E delas, as luvas.

Comparações do look da nova primeira-dama Malania Trump com Jacqueline Kennedy não faltaram. Vestindo um conjunto de bolero e tubinho azul bebê assinado por Ralph Lauren, Melania preferiu seguir a linha extremamente clássica e optou por usar luvas e sapatos na mesma cor da roupa. Por trás dessa escolha, já podemos confirmar que Melania não é de surpresas, nem tão pouco ousada quanto a ex-primeira dama Michelle, que costumava usar luvas contrastando com as roupas, num look mais trendy.

Melania, apesar de muito bela, parecia ter saído de uma caricatura da década de 60. Na tentativa de se parecer – forçadamente – com Jacqueline Kennedy, a primeira-dama, ou melhor, seu stylist, acabou pecando pela falta de originalidade. O que vimos ali foi um look datado. Talvez seja isso mesmo o que este novo governo de Trump represente. As roupas também exprimem significados e devemos estar sempre atentos.

Em se tratando de luvas, usá-las da mesma cor que a roupa não é um erro. Apenas, é datado. Nas décadas de 40 e 50 era habitual. Havia espaço, também, para luvas ton-sur-ton. Mas isso não era uma regra. Muitas mulheres optavam por luvas brancas ou pretas. Em geral, as pretas, eram para looks de festa, à noite. As luvas curtas e/ou ¾ eram usadas apenas durante o dia, as longas, exclusivamente para a noite. Hoje, não há tanto rigor.

Grace Kelly e Jacqueline Kennedy eram fãs de luvas brancas e gostavam de vesti-las contrastando com o look.

As luvas caíram em desuso por volta dos anos 60. Primeiro, pararam de ser usadas nos eventos diurnos. Posteriormente nos noturnos. Contudo, continuaram a ser usadas em eventos de grande gala, sobretudo, nas cortes europeias, nas solenidades oficiais obedecendo a protocolos. Nos países tropicais, como o Brasil, elas foram sumariamente abolidas; passaram a ter seu uso apenas pelo pessoal de serviço em ocasiões de grande importância, garçons, maîtres etc., ou para proteção das mãos no frio ou condução de motos, automóveis, além de alguns esportes, como o boxe, a equitação e a esgrima, por exemplo.

Até hoje, há um protocolo rigoroso que deve ser obedecido por quem usa luvas, como não se servir de alimentos com as mãos enluvadas, além de não usar anel, pulseira ou relógio por cima delas. Na hora dos cumprimentos, é educado retirar as luvas. O que as majestades e mulheres de dignitários não fazem, como nos acostumamos a ver nas fotos da Rainha Elizabeth II e nas recepções da Casa Branca.

No Brasil, a elegante que mais pratica a arte de se enluvar é Fernanda Basto. E faz isso com grande classe. Abaixo, algumas inspirações antigas e atuais:




sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

O pioneirismo de Zuzu ecoa mundo afora

No ultimo People’s Choice Awards, que premia séries, músicas e filmes da cultura pop americana, a atriz Jamie Chung usou um vestido belíssimo de rendas brasileiras, da estilista Martha Medeiros. O pioneirismo de Zuzu do anos 60 caminhou a long, long way até o red carpet, numa bem-sucedida criação de Martha. Zuzu, foi a primeira estilista brasileira a trabalhar as rendas nacionais, em uma época que todos se voltavam para a Moda parisiense. Esses vestidos transgrediram o clássico, propondo a brasilidade das nossas rendas singelas.

Martha tem feito bastante sucesso lá fora e já vestiu nomes como Jessica Alba e Sofia Vergara.

Abaixo, o vestido usado por Chung, assinado por Martha Medeiros e os vestidos de renda do Norte, de Zuzu Angel, da década de 70.