Atualmente, a questão da representatividade tem sido bastante debatida. Muitos padrões estéticos vem sendo questionados, especialmente na Moda, que sempre prezou por modelos magérrimas, muitas vezes com padrões fora do comum no que diz respeito à maioria das mulheres.
De olho nas transformações do mundo, em especial, na retomada da atitude, consciência e empoderamento femininos, muitas marcas têm optado por utilizar mulheres reais em suas campanhas. O resultado é maravilhoso, pois gera uma identificação imediata das consumidoras com a marca, pois elas passam a se verem ali representadas, como nunca antes. Toda forma de beleza é válida e é preciso saber comunica-la e ressalta-la: a magra, a gorda, a baixinha, a alta, a negra, a loira, a morena, enfim, o mundo é belo e plural!
Só pra citar alguns exemplos de campanhas bem-sucedidas, aqui, no Brasil, temos a Tulli, marca de lingerie que utiliza modelos dos mais diferentes biotipos em suas fotos:
Quem também faz bonito é a marca Lab Fantasma, do rapper Emicida. Em sua estreia na São Paulo Fashion Week, a Lab trouxe pra passarela um casting composto em sua maioria por negros, homens e mulheres, de corpos e estilos diversos.
No Brasil, a agência de modelos Squad vem dando o que falar, abraçando belezas de todos os tipos. Em seu catálogo, é possível encontrar uma garotada real e descolada, nada parecida com o padrão convencional das passarelas.
Lá fora, uma das porta vozes do feminismo é a cantora Beth Ditto, que possui uma marca de roupas plus size. Recentemente, o casting de sua campanha foi todo feito através do Instagram, usando meninas reais. Gente como a gente. ;)
quarta-feira, 30 de novembro de 2016
terça-feira, 29 de novembro de 2016
Você sabe o que é o movimento #SafetyPin?
Tudo começou com a saída do Reino Unido da União Europeia. Com o aumento de casos de xenofobia, muitos jovens britânicos começaram a usar alfinetes de fralda presos às roupas, como maneira de se posicionarem e mostrarem solidariedade às minorias. Os alfinetes remetem ao movimento punk, também surgido na Inglaterra, em meados da década de 1970.
No entanto, depois das eleições que elegeram Trump presidente dos EUA foi que a coisa tomou proporção maior e se espalhou pelas redes, ganhando ainda mais força com hashtag #SafetyPin, chegando aos trending topics mundiais do Twitter.
O movimento é uma resposta clara ao ultraconservadorismo que vem tomando conta do mundo, assumindo ares cada vez mais fascistas. O #SafetyPin cresce a cada dia e se estende também a casos de racismo, machismo, homofobia e a qualquer tipo de preconceito sofrido por minorias. Aderir ao movimento significa que se você vir uma pessoa ser desrespeitada, ofendida ou agredida por qualquer um desses motivos, essa vítima sabe que poderá contar com a sua ajuda, que você estenderá suas mãos a ela e que também será um ombro amigo para ouvi-la.
Como toda ação gera uma reação, muitos "haters" da internet criticam a iniciativa, dizendo que é fácil demais para quem nasceu em uma condição favorável usar um alfinete na roupa pra dizer que “se importa” com as minorias e que isso não muda em nada as coisas. A gente, por aqui, discorda e acha que a iniciativa tem o seu valor, afinal, a Moda também é uma forma de gritar para o mundo o que somos e o que defendemos. Toda forma de expressão voltada para o bem é positiva! Empatia, altruísmo e solidariedade são de graça. Que tal tentar? ;)
quarta-feira, 23 de novembro de 2016
Democrata assumida
Parece que a Moda americana é mesmo democrata e não faz questão nenhuma de esconder seu posicionamento, antes, durante e após as eleições que elegeram Donald Trump presidente. A toda poderosa Anna Wintour encabeça a turma e não deixa barato para a futura primeira-dama Melania Trump. A capa da edição de dezembro da Vogue US é ninguém menos que Michelle Obama, linda e esplendorosa, vestindo um longo de Carolina Herrera, acompanhada da seguinte chamada: “Michelle Obama, a primeira-dama que o mundo se apaixonou”. Quer resposta mais direta do que essa? ;) Esta é terceira capa de Michelle na Vogue ao longo dos oito anos dos Obama no poder.
Outros nomes também se manifestaram. Marc Jacobs, Tory Burch, Prabal Gurung e a marca Public School fizeram camisetas pró-Hillary Clinton durante sua campanha.
A própria Anna Wintour é amiga de longa data de Hillary, demonstrando apoio, também, ao longo da campanha. Abaixo, ela aparece vestindo a t-shirt de Marc Jacobs pró-Hillary, ao lado de sua filha, Bee Shaffer, durante a fashion week.
Recentemente, a designer de moda Sophie Theallet, membro do CDFA (Council of Fashion Designers of America) publicou uma carta aberta em suas redes sociais convocando boicote à família Trump. Sophie declarou que não irá vestir de maneira alguma a nova primeira-dama, pois não é conivente com um governo xenófobo, racista e homofóbico.
A estilista Diane von Furstenberg, que atualmente também preside o CDFA, apoiou declaradamente a eleição de Hillary, enviando uma carta para os mais de 500 membros do conselho de Moda com os seguintes dizeres: “Como podemos ajudar nas vésperas dessa nova era? Abrace a diversidade, seja mente aberta, seja generoso e tenha compaixão”. Para bom entendedor, meia palavra basta. ;) Quando perguntada se vestiria Melania, Diane disse que a primeira-dama não vai precisar da ajuda de ninguém, pois ela sabe o que fazer.
Humberto Leon, diretor criativo da Opening Ceremony e da Kenzo, declarou que se Melania comprar suas roupas, não hesitará em dizer que ele não a apoia, e que outros designers deveriam fazer o mesmo.
Já Joseph Altuzarra, apesar de não apoiar Trump, disse que não é contra vestir pessoas que discordem de suas opiniões.
O único nome da Moda a declarar abertamente que não teria problemas em vestir Melania é Tommy Hilfiger: “Melania é uma mulher muito bonita e acho que qualquer designer deveria se sentir orgulhoso em vesti-la”, disse.
Na noite do primeiro discurso do marido, após o resultado das eleições, Melania apareceu vestindo um macacão branco assinado por Ralph Lauren. Questionada sobre isso, a marca declarou que a peça foi comprada por Melania e não feita especialmente para a ocasião. É sabido que Ralph Lauren é o principal conselheiro de estilo de Hillary Clinton, ajudando-a a moldar sua imagem ao longo de toda a sua campanha. Inclusive, em seu primeiro discurso após a derrota, Hillary vestiu Ralph Lauren.
Para o New York Times, a eleição de Trump pode simbolizar o fim de uma extraordinária relação da Moda com a Casa Branca, que nos anos Obama foi muito bem sucedida. Segundo o jornal, Melania em suas aparições públicas, durante a campanha do marido, não atentou para o fato de prestigiar a Moda americana, dando preferência a nomes da Moda europeia, como Balmain, Fendi, Roksanda Ilincic e Gucci, o que vai contra o discurso de Trump, que é o de fortalecer a indústria americana. Já Michelle Obama, desde o início, sempre foi uma grande incentivadora da Moda nacional, abraçando desde nomes mais acessíveis, como J.Crew, a novos talentos, como Jason Wu e Altuzarra, e nomes consagrados, como Michael Kors e Vera Wang.
Quem irá se aventurar a vestir a futura primeira-dama sabendo que contará com a reprovação de seus colegas da indústria? É uma baita pressão! Se depender de Anna Wintour, os refletores da principal revista de Moda da América não se voltarão para a família Trump. E cá entre nós, ninguém quer ter uma Anna Wintour como inimiga número 1. ;)
Outros nomes também se manifestaram. Marc Jacobs, Tory Burch, Prabal Gurung e a marca Public School fizeram camisetas pró-Hillary Clinton durante sua campanha.
Marc Jacobs com camiseta pró-Hillary após seu desfile na Semana de Moda de Nova York
Hillary e Anna, amigas de longa data
A estilista Diane von Furstenberg, que atualmente também preside o CDFA, apoiou declaradamente a eleição de Hillary, enviando uma carta para os mais de 500 membros do conselho de Moda com os seguintes dizeres: “Como podemos ajudar nas vésperas dessa nova era? Abrace a diversidade, seja mente aberta, seja generoso e tenha compaixão”. Para bom entendedor, meia palavra basta. ;) Quando perguntada se vestiria Melania, Diane disse que a primeira-dama não vai precisar da ajuda de ninguém, pois ela sabe o que fazer.
Hillary e Diane. A designer não escondeu seu apoio à candidata.
Já Joseph Altuzarra, apesar de não apoiar Trump, disse que não é contra vestir pessoas que discordem de suas opiniões.
O único nome da Moda a declarar abertamente que não teria problemas em vestir Melania é Tommy Hilfiger: “Melania é uma mulher muito bonita e acho que qualquer designer deveria se sentir orgulhoso em vesti-la”, disse.
Na noite do primeiro discurso do marido, após o resultado das eleições, Melania apareceu vestindo um macacão branco assinado por Ralph Lauren. Questionada sobre isso, a marca declarou que a peça foi comprada por Melania e não feita especialmente para a ocasião. É sabido que Ralph Lauren é o principal conselheiro de estilo de Hillary Clinton, ajudando-a a moldar sua imagem ao longo de toda a sua campanha. Inclusive, em seu primeiro discurso após a derrota, Hillary vestiu Ralph Lauren.
Para o New York Times, a eleição de Trump pode simbolizar o fim de uma extraordinária relação da Moda com a Casa Branca, que nos anos Obama foi muito bem sucedida. Segundo o jornal, Melania em suas aparições públicas, durante a campanha do marido, não atentou para o fato de prestigiar a Moda americana, dando preferência a nomes da Moda europeia, como Balmain, Fendi, Roksanda Ilincic e Gucci, o que vai contra o discurso de Trump, que é o de fortalecer a indústria americana. Já Michelle Obama, desde o início, sempre foi uma grande incentivadora da Moda nacional, abraçando desde nomes mais acessíveis, como J.Crew, a novos talentos, como Jason Wu e Altuzarra, e nomes consagrados, como Michael Kors e Vera Wang.
Melania com macacão Ralph Lauren. Apesar de sua tentativa em prestigiar a Moda nacional, Melania, na maioria de suas aparições públicas, deu preferência a designers europeus, o que gerou criticas de estilistas americanos.
Quem irá se aventurar a vestir a futura primeira-dama sabendo que contará com a reprovação de seus colegas da indústria? É uma baita pressão! Se depender de Anna Wintour, os refletores da principal revista de Moda da América não se voltarão para a família Trump. E cá entre nós, ninguém quer ter uma Anna Wintour como inimiga número 1. ;)
sexta-feira, 18 de novembro de 2016
De olho na mansão de McQueen
Já pensou em morar na antiga mansão de Alexander McQueen? Se você é fã do saudoso estilista, mas fã de VERDADE, terá que desembolsar 10 milhões de dólares! E aí, vai encarar? ;)
A propriedade foi comprada por McQueen em 2009, por cerca de 3,5 milhões de dólares. Na época, o estilista dividia seu tempo entre ela e seu outro apartamento, onde cometeu suicídio, em 2010.
Situada em Londres, no bairro de Mayfair, bem pertinho do Hyde Park, a mansão-duplex teve seu décor e design todinhos reformulados para prestar uma homenagem a McQueen, com direito a passarela em um dos corredores e quadros com imagens da vida e carreira do designer de moda. As caveiras, tão icônicas de seu trabalho, também estão presentes. As cores são sóbrias, tal como em suas criações: preto, creme e branco. Quem assina a reforma, que durou cerca de dois anos, é o escritório Paul Davies London.
Espia só!
domingo, 13 de novembro de 2016
Último café do ano na Casa da Zuzu, com Lúcia Acar
No dia 24 de novembro, quinta-feira, o Instituto Zuzu Angel junto a ABEPEM, celebra o seu último café do ano na Casa da Zuzu!
Nessa edição, contamos com a presença da pesquisadora de sociologia da moda, Lucia Acar.
A Lucia vai apresentar sua mais recente pesquisa de doutorado: "A moda tablóide: jogos sociais nas estratégias de aparência", em que fala da moda como fenômeno social, que possibilita expressões tanto individuais quanto coletivas.
A utilização do termo “moda tablóide” funciona como um conceito que reúne um conjunto de práticas, de opiniões, de gostos individuais e coletivos que informam sobre os grupos sociais, as territorialidades e épocas. Lucia nos conta que as práticas de adoção de vestuários, dentro das tendências de moda, além de integrar e socializar os indivíduos e os grupos, possuem elementos que podem ser entendidos como fatores de inserção e deslocamento social. A partir disso, os estilistas que precisam estar em constante diálogo com a sociedade, desempenham um importante papel, pois fornecem condições aos indivíduos de exercitarem suas estratégias de aparências no jogo social contemporâneo.
Entender a moda como um fenômeno social e cultural é um exercício que se coloca entre o novo e o tradicional, entre o artesanato e a indústria, o mercado e cultura, entre a comunidade e as altas classes, entre o artista e o artesão.
Os cafés na Casa da Zuzu são verdadeiros acontecimentos. Muito mais do que um simples café, trata-se de um bate-papo saboroso, onde é possível estar em contato com pesquisadores, estudiosos e interessados na área da Moda. Vai ser uma manhã de muita troca e aprendizado. E o melhor de tudo: é de graça! Pedimos apenas que cada participante leve uma comida ou bebida para o café colaborativo: um biscoito, um suco, um bolinho...Enfim. Fica a seu critério. ;)
Todos e todas são muito bem-vindos!
A palestra começa às 10h, mas a casa estará aberta a partir das 9h30.
Endereço: Rua Rocha Miranda, 53 Usina, Rio de Janeiro
Confirme presença aqui: https://www.facebook.com/events/1227212724012609/
A utilização do termo “moda tablóide” funciona como um conceito que reúne um conjunto de práticas, de opiniões, de gostos individuais e coletivos que informam sobre os grupos sociais, as territorialidades e épocas. Lucia nos conta que as práticas de adoção de vestuários, dentro das tendências de moda, além de integrar e socializar os indivíduos e os grupos, possuem elementos que podem ser entendidos como fatores de inserção e deslocamento social. A partir disso, os estilistas que precisam estar em constante diálogo com a sociedade, desempenham um importante papel, pois fornecem condições aos indivíduos de exercitarem suas estratégias de aparências no jogo social contemporâneo.
Entender a moda como um fenômeno social e cultural é um exercício que se coloca entre o novo e o tradicional, entre o artesanato e a indústria, o mercado e cultura, entre a comunidade e as altas classes, entre o artista e o artesão.
Os cafés na Casa da Zuzu são verdadeiros acontecimentos. Muito mais do que um simples café, trata-se de um bate-papo saboroso, onde é possível estar em contato com pesquisadores, estudiosos e interessados na área da Moda. Vai ser uma manhã de muita troca e aprendizado. E o melhor de tudo: é de graça! Pedimos apenas que cada participante leve uma comida ou bebida para o café colaborativo: um biscoito, um suco, um bolinho...Enfim. Fica a seu critério. ;)
Todos e todas são muito bem-vindos!
A palestra começa às 10h, mas a casa estará aberta a partir das 9h30.
Endereço: Rua Rocha Miranda, 53 Usina, Rio de Janeiro
Confirme presença aqui: https://www.facebook.com/events/1227212724012609/
quinta-feira, 10 de novembro de 2016
Kenzo X H&M, uma coleção que já nasceu icônica
A ativista Amy Sall e a DJ Juliana Huxtable, rostos da campanha da Kenzo para H&M
E com a Kenzo não seria diferente! O lançamento oficial da coleção, com mais de 150 peças, incluindo roupas femininas, masculinas e acessórios, ocorreu na última semana. Além das tradicionais filas presenciais, os fãs também fizeram filas virtuais. Isso mesmo! Havia uma fila de espera no site da H&M. O número de acessos foi tão grande, que a página saiu do ar na primeira parte da manhã. É até compreensível. Afinal, a coleção é estonteante! Carol Lim e Humberto Leon, a dupla criativa jovem por trás da nova Kenzo, caprichou nas estampas e nas cores, com animal prints vibrantes e florais em kimonos, jaquetas, vestidos com babados, pullovers, bonés, luvas...Uma profusão de estampas lindas, de encher os olhinhos. Difícil não se apaixonar pela coleção que já nasceu icônica.
Uma delas é a novaiorquina Amy Sall, estudante e ativista de direitos humanos. Outros nomes, como a DJ e poeta Juliana Huxtable, a make-up artist Isamaya Ffrench, o fotógrafo Youngjun Koo, o músico e artista performático Oko Ebombo, o modelo e rapper Le1f, etc.
terça-feira, 8 de novembro de 2016
Um giro pelas exposições de Moda e Indumentária ao redor do globo
Final do ano chegando. Pra muita gente, é a época das tão aguardadas férias. Se você for viajar pra fora, não deixe de conferir algumas das exposições mais bacanas de Moda e Indumentária, em exibição nos principais museus do mundo. Se for curtir o recesso aqui no Brasil, este post também é dedicado a você, entusiasta e amante da Moda, afinal, com o avanço da tecnologia, muitas vezes, pra se viajar não é preciso sair de casa, basta ter curiosidade e um bom wi-fi. ;)
O Palais Galliera, Museu da Moda de Paris, exibe até fevereiro de 2017, a exposição "Anatomie d’une Collection”, em que revisita a Moda desde o século XVIII até os dias de hoje. Dentre as mais de 200 peças expostas, de anônimos e figuras renomadas, estão presentes toda a coleção de corsets do museu, peças de Maria Antonieta, trajes de uma enfermeira da Primeira Guerra Mundial, um colete de Napoleão Bonaparte, um tailleur de Audrey Hepburn e um vestido de Jackie Kennedy. O museu ainda exibe uma homenagem à estilista Sonia Rykiel, que nos deixou esse ano.
O Metropolitan Museum of Art, de Nova York, exibe “From the Imperial Theater: Chinese Opera Costumes of the 18th and 19th Centuries”, uma seleção de figurinos das óperas chinesas dos séculos XVIII e XIX. A mostra faz uma análise dos trajes luxuosos do ponto de vista artístico e técnico. Organizada em duas partes: a primeira foca nos figurinos usados em dramas, baseados em eventos históricos. A segunda, exibe figurinos de espetáculos que se baseiam em lendas e mitos.
O museu também exibe a mostra “The Secret Life of Textiles: Animal Fibers”, que traz uma rica seleção de peças que demonstram a transformação das fibras animais ao longo da história: lãs, cabelos, sedas e peles, trabalhadas por diversas culturas ao redor do mundo, desde os primórdios até os dias de hoje.
O museu também traz a expo "You Say You Want a Revolution? Records and Rebels 1966-1970", que explora o significado e o impacto da segunda metade dos anos 1960 na sociedade, expressados através da Música, da Moda, do Cinema, do Design e do ativismo político.
O Palais Galliera, Museu da Moda de Paris, exibe até fevereiro de 2017, a exposição "Anatomie d’une Collection”, em que revisita a Moda desde o século XVIII até os dias de hoje. Dentre as mais de 200 peças expostas, de anônimos e figuras renomadas, estão presentes toda a coleção de corsets do museu, peças de Maria Antonieta, trajes de uma enfermeira da Primeira Guerra Mundial, um colete de Napoleão Bonaparte, um tailleur de Audrey Hepburn e um vestido de Jackie Kennedy. O museu ainda exibe uma homenagem à estilista Sonia Rykiel, que nos deixou esse ano.
O Metropolitan Museum of Art, de Nova York, exibe “From the Imperial Theater: Chinese Opera Costumes of the 18th and 19th Centuries”, uma seleção de figurinos das óperas chinesas dos séculos XVIII e XIX. A mostra faz uma análise dos trajes luxuosos do ponto de vista artístico e técnico. Organizada em duas partes: a primeira foca nos figurinos usados em dramas, baseados em eventos históricos. A segunda, exibe figurinos de espetáculos que se baseiam em lendas e mitos.
Robe de seda da dinastia Qing, do século XIX
Fragmentos de lã do Egito, datada entre os séculos VI e VIII.
O Seattle Art Museum exibe até janeiro, a exposição “Yves Saint Laurent:The Perfection of Style”, uma seleção de centenas de modelos de Alta-Costura, Prêt-à-Porter, acessórios, fotografias, desenhos e filmes que retratam a evolução do estilo de Saint Laurent ao longo de sua carreira. Desde as bonecas de papel, passando por sua estreia na maison Dior no fim dos anos 50, suas viagens imaginárias, o masculino x feminino... Os quarenta anos de carreira do mestre que revoluciou o guarda-roupa da mulher moderna.
O Victoria & Albert Museum, de Londres, apresenta até março "Undressed: A Brief History of Underwear", uma retrospectiva da história da lingerie e do underwear, desde o século XVIII até os dias hoje.
O museu também traz a expo "You Say You Want a Revolution? Records and Rebels 1966-1970", que explora o significado e o impacto da segunda metade dos anos 1960 na sociedade, expressados através da Música, da Moda, do Cinema, do Design e do ativismo político.
O Museu Salvatore Ferragamo, em Florença, exibe até abril a mostra "Tra Arte e Moda", uma reflexão sobre as barreiras que unem e separam a Moda da Arte. Afinal, Moda é Arte? A expo analisa as formas de diálogo entre os dois universos: contaminação, sobreposição e colaboração.
Sobretudo de Elsa Schiaparelli em parceria com Jean Cocteau, inverno de 1937.
sexta-feira, 4 de novembro de 2016
Skate na mira
Não dá pra negar que o skate é uma das pautas mais quentes da Moda nesse momento. Na temporada de verão, foram inúmeras as referências ligadas ao
tema nas passarelas e no street style. A estética skater anos 90 aparece em looks com calças largas, moletons, t-shirts e correntes. Esse
revival é, certamente, retrato de um flerte da Moda com o esporte nas últimas
temporadas. Passeou pela academia, pelo skii e, agora, chegou na turma do skate. A
maior influência vem de marcas como Vetements e Gosha Rubchinskiy. O russo Gosha
roubou a cena com sua gang de meninos skatistas pós União Soviética, vestindo
roupas ordinárias com logotipos esportivos estampados. Marcas como a Supreme, consagradas no universo do skate, passaram a ser "cult" de novo, conquistando novos fãs fashionistas. A influência é tão forte
que até mesmo marcas tradicionais se renderam ao tema, como Miu Miu e Dior.
Gosha Rubchinskiy
Gosha Rubchinskiy
Supreme
Após fazer uma coleção de Resort completamente skater, a Miu
Miu lançou, recentemente, mais um curta de sua série Woman's Tale. Este último é dirigido por Crystal Moselle e retrata um dia na vida da adolescente skatista Rachelle.
A Dior acaba de lançar, também, sua campanha na onda skater, dirigida pelo consagrado cineasta Larry Clark, o mesmo diretor de Kids:
Boa Notícia
White Room - O Salão Branco do Museu da Moda, na Casa Zuzu Angel, está pronto! Na verdade são dois espaços em dois andares onde estará guardado o acervo em condições ideais de temperatura e de proteção contra insetos, umidade, pragas. A conservadora Manon Salles já põe mãos a obra, assim como o museólogo Rubens Lima Junior está em ação desde o início do ano, sob orientação da nossa consultora Patricia Lyra, do MIS de São Paulo. Enfim, as coisas acontecem. Estamos cumprindo nossos objetivos. E agradecemos a todos aqueles que confiaram neste sonho novo. Ao Itaú Cultural, a Light, nossa equipe e sobretudo aos que doaram as peças que hoje compõem esta importante coleção. Ano que vem, cumprindo o calendário e se Deus ajudar, nossas portas abrirão com todos os que colaboraram presentes.
Muito obrigada.
Hildegard Angel - Instituto Zuzu Angel - Presidente
quinta-feira, 3 de novembro de 2016
Ajude a dar continuidade aos cafés na Casa da Zuzu
Abrimos um crowdfunding (financiamento coletivo), no site Catarse para arrecadar verba para a compra de um projetor e um telão: https://www.catarse.me/cafe_na_casa_da_zuzu_62fe
Passo a passo sobre como colaborar:
1) Clicar no link acima.
2) Clicar em "apoiar esse projeto"
3) Escolher quanto doar. Há recompensas para 5 categorias de preços, mas, na verdade, você pode doar quanto quiser! Nós agradecemos!
4) Clicar em "continuar" ao lado do valor escolhido
5) Acessar o Facebook; ou preencher com seu e-mail, escolher uma senha e clicar em "efetuar cadastro". Em seguida, preencha o formulário com os dados necessários.
6) Depois de tudo preenchido, clicar em "próximo passo" e escolher a forma de pagamento (boleto bancário ou cartão de crédito - se escolher esse último, preencher com os dados do cartão).
7) Se escolheu cartão, clique em "finalizar pagamento". Se escolheu boleto, clique em "imprimir boleto".
Pronto! Tudo demora, no máximo, 5 minutos!
A continuidade do café depende disso, depende de você! ;);)
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